Greve de ônibus em Macapá chega ao fim após acordo no MPT

A greve de ônibus em Macapá, que durou sete dias, foi suspensa após um acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho. A normalização da frota está prevista para a manhã de quinta-feira (22).

Decisão da assembleia e mediador do acordo

Na última quarta-feira (21), os trabalhadores do transporte coletivo de Macapá se reuniram em assembleia e decidiram suspender a greve de ônibus em Macapá, que já durava 7 dias. A decisão foi fruto de um acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que buscou resolver a situação e atender as demandas dos trabalhadores.

O acordo que pôs fim à paralisação estabelece que a empresa Nova Macapá se comprometerá a quitar dois vales-alimentação que estavam atrasados, além de valores retroativos referentes a benefícios pendentes. A medida foi determinada para garantir que os funcionários recebessem o que lhes era devido e pudessem retomar suas atividades.

greve de ônibus em Macapá

Detalhes do acordo de pagamento

O entendimento entre as partes envolve o pagamento de dois vales-alimentação atrasados e a regularização de valores de benefícios que estavam pendentes pela empresa. Além disso, a CTMac (Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá) repassou à Nova Macapá a quantia de R$ 502,5 mil, oriunda de subsídios municipais e ressarcimentos relacionados à gratuidade durante a Expofeira.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Max Delis, destacou que, apesar de não ter sido o acordo ideal desejado pelos trabalhadores, era uma solução necessária para resolver as pendências financeiras. Ele afirmou que a normalização do serviço seria gradual, baseada na confirmação do recebimento dos valores pelas contas dos motoristas e cobradores. A expectativa é de que a frota esteja completamente regularizada até a manhã de quinta-feira (22).

Impacto da greve na população e trabalhadores

A greve de ônibus em Macapá não só afetou os trabalhadores diretamente envolvidos, mas também teve um impacto significativo na população, que dependia do transporte coletivo para se locomover. O líder sindical pediu desculpas à população pelos transtornos causados, mencionando que a situação foi adversa, mas que havia uma necessidade urgente de reivindicações em relação a salários e benefícios não pagos.

Max Delis enfatizou a importância de verificar a recepção dos pagamentos antes de retomar as atividades, ressaltando que, sem receber, não há como continuar trabalhando. A situação gerou preocupações tanto para os trabalhadores quanto para os passageiros, que em muitos casos tiveram que buscar alternativas de transporte durante a paralisação.